Domingo, como de costume, fui com minha esposa levar o Pimpolho Jr ao SESC, para ele socializar com outras crianças, ver brinquedos diferentes, e eu também aproveitar e ler as revistas da semana.
Aproveito a revistaria do SESC para ler as revistas por diversos motivos: não tenho a menor vontade de comprar tantas revistas semanalmente (e nem verba pra isso); é ótimo sair de casa (e a revistaria tem até ar-condicionado); aproveito a onda eco-chata e não derrubo mais árvores comprando tantas revistas (e por consequência vou levar à falência a Votorantim e a Abril).
Uma coisa "interessante" em fazer isso: sempre tem uma ou duas pessoas que não respeitam o silêncio da sala de leitura, e vão lá apenas pra incomodar alguém que está lendo. Já notei que são sempre as mesmas duas ou três pessoas, que ficam o final de semana inteiro vagando pelo SESC, na tentativa desesperada de fazer amigos. Se eles vêem alguém vagamente conhecido em qualquer setor, vão lá correndo e não páram mais de falar. Tudo bem, desde que não seja na sala de leitura.
E um fato realmente chato: no melhor estilo "sou brasileiro e não desisto de ser pilantra nunca", essa semana roubaram as revistas Super Interessante, a Info, e a Quatro Rodas.
Tudo bem que a Super virou ultra-pop, a Info é genérica demais (e só usa os termos "de lavada" ou "deu um banho na concorrência"), e a Quatro Rodas ama de paixão todos os carros da Volks. Ao menos não roubaram a Exame, Você S/A, Scientific American Brazil e as revistas genéricas de mulher (com matérias como "perca N quilos com a dieta do ", "aprenda os segredos mais apimentado do sexo", "fique linda com a coleção primavera-verão"). Também não roubaram a revistinha com a Programação do SESC.
Isso porque de uns dois anos pra cá, o SESC já diminuiu bastante a quantidade de revistas que compram por semana (basicamente tiraram todas as revistas que tratavam do mesmo assunto e deixaram apenas uma do gênero). Daqui a pouco eles cansam de abastecer de revistas o espertinho que anda levando tudo pra casa, e pronto: nem o espertinho e nem todas as outras pessoas que frequentam o local vão poder ler nada.
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