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Twitter, YouTube e outros em manutenção
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Hoje faz 20 anos desde que aconteceu o Massacre da Paz Celestial na China, um protesto que consistia em caminhadas pacíficas protestando contra a pobreza (sim, a vida lá era mais pobre ainda), corrupção e repressão do governo.

O protesto já durava mais de 15 dias, e haviam várias ordens do governo pedindo o encerramento dos mesmos. Houve então, no Partido Comunista, uma divisão de critérios (opiniões) sobre como se deveria responder aos manifestantes.

Os governantes então ponderaram durante 2 segundos, e resolveram acabar com o protesto usando a força, para fazer juz ao protesto contra a repressão. O governo enviou tanques e homens do exército à praça de Tiananmen para "dissolver" o protesto.

Segundo a Wikipedia, "as estimativas das mortes civis variam: 400 a 800 (segundo o jornal estadunidense The New York Times), 2 600 (segundo informações não identificadas da Cruz Vermelha chinesa) e sete mil (segundo os manifestantes). O número de feridos se estima entre sete mil e dez mil".

Algumas imagens ficaram famosas, como o estudante que entrou na frente dos tanques, enquanto a mídia estrangeira filmava os acontecimentos. O estudante então subiu em cima de um tanque, para protestar. Como depois disso o governo chinês expulsou a mídia do país, e suprimiu qualquer citação sobre o ocorrido, ninguém nem nunca soube o nome de paradeiro do estudante.

Como hoje é o aniversário do acontecimento, o Grande Firewall da China informa que Twitter, YouTube e outros sites estão em manutenção e não podem ser acessados de lá.

Outro fato interessante sobre a falta de direitos humanos lá, é que nem mesmo o governo americano - grande "defensor da liberdade" - protesta sobre isso. Lembrando, que apenas por coincidência, ambos países são grande parceiro econômicos.

O governo Clinton, que aprofundou as relações comerciais com a China, nunca colocou os direitos humanos como condição de negociação, e nem o governo Bush ameaçou entrar na China à força para "levar liberdade" ao  povo chinês, como fez com o petróleo iraquiano. Money talks.






Post Olimpíco

Bom, não vou cair no trivial de comentar o fiasco da seleção masculina de futebol ontem. Até porque eu nem tive tempo de assistir o jogo mesmo, e sinceridade, acho que existem vários esportes olímpicos bem mais emocionantes.

Uma das coisas que eu mais gosto nas Olimpíadas é ter o que assistir na TV: vários canais passando as disputas durante o dia todo, e como eu sou um abençoado ser que trabalha em casa, se eu não esquecer do mundo, volta e meia vejo o que se passa nos jogos de Pequim.

Olimpíadas que, com seus atletas correndo, tochas acesas e tudo mais, sempre me lembram do antiqüíssimo jogo Decathlon pra Atari 2600, um clássico destruidor de controles.

Sobre o quadro de medalhas, já ouvi gente comentando que nos EUA eles fizeram uma leve alteração no modo de contagem: ao invés de contar como primeiro item o número de medalhas de ouro, agora estão contando as medalhas no total, o que os colocaria na frente da China.

Aliás, oficialmente o Comitê Olímpico Internacional não reconhece essa contagem, por alegar que isso não faz parte do espírito de disputa, que deve ser entre os atletas, e não entre as nações.

Nem as nações contavam direito as medalhas, até as Olimpíadas de 1936, na Alemanha, onde Hitler, querendo demonstrar a força de sua ideologia, faria o que fosse preciso para colocar a Alemanha como país com o maior número de medalhas.

O mais curioso é o que fato que mais marcou estas Olimpíadas foi a vitória do afro-americano Cornelius Johnson no salto em altura. Hitler até então cumprimentava todos os atletas vitoriosos, e neste caso retirou-se do estádio.

Mas para não ser injusto: os próprios americanos tratavam com descaso os atletas negros, e acabaram usando o episódio apenas para promoverem sua imagem de "país da liberdade".

Voltando à Pequim 2008, temos uma coincidência: a China também está usando os jogos como forma de demonstrar seu poderio para o mundo, fato já destacado por muita gente antes dos jogos.

E como a Alemanha em 1936, tem ficado à frente no número de medalhas.

E o "Brasil-sil-sil", como está no quadro de medalhas? Na data de hoje, com 1 medalha de ouro e 5 de bronze, estamos em 40°, logo atrás da Mongólia.

Se serve de consolo: na frente da Argentina, por uma posição. Mas aí nos lembramos da semi-final de ontem, e o que você acha melhor? Estar uma posição à frente no quadro de medalhas ou estar na final após uma vitória de 3 à 0?

Continuando: estamos atrás de Eslováquia, Bielo-Rússia, Etiópia, e até a Geórgia, que está em plena guerra com a Rússia. Atrás da Jamaica, que promete hoje mais um show com Usain Bolt.

Jamaica que, aliás, não fica na África, e sim na América Central. Culpa do filme "Jamaica Abaixo de Zero", que nos mostra uma Jamaica totalmente estilo África Discovery Channel. Faça o teste: pergunte pro seu amigo ao lado onde fica a Jamaica.

Estamos atrás até da Eslovênia, Zimbábue, Azerbaijão e Casaquistão. Isso mesmo, atrás até mesmo de países com nomes alguma-coisa-"istão"!

Mas espere... não era pra não nos atermos ao quadro de medalhas? Ou seria isso um indicativo de que um país continental como o nosso está (desculpem o termo) cagando-e-andando pros esportes?






Eu quero um banner do Senado Federal
Categoria(s): Brasil Política Uadarréu Web

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Lei seca no trânsito

Com tantas notícias na mídia, não é novidade a nova lei seca no trânsito brasileiro: apenas um copo de qualquer das bebidas alcóolicas vendidas no país, e pronto, você será multado, e ainda poderá ser preso.

A lei anterior já era uma das mais rigorosas do mundo: 0,6 gramas de álcool no sangue, ou dois copos de cerveja.

Pra mim é mais uma lei hipócrita: embora a Globo adore mostrar pessoas sendo flagradas pelos policiais, nada deve mudar, já que eu não conheço ninguém em minha cidade que foi parado por estar dirigindo bêbado.

A única coisa interessante desta lei, é o fato dela dar mais poder aos policiais: se o motorista se recusar ao teste do bafômetro, será considerado culpado. Antes disso, ele poderia até cruzar as pernas e vomitar no dinstintivo, que os policiais não poderiam alegar nada.

Mas voltando à restrição, a lei anterior, no sentido da tolerância, já era bastante rígida, já que dois copos de cerveja ou uma taça de vinho eram o suficientes para transgredí-la.

É noticiário de política pra brasileiro se sentir feliz: "a nova lei coloca o Brasil dentre os mais rigorosos do mundo"...

Em minha família existem várias pessoas ligadas ao ramo de direito. E, sempre que estes showzinhos aparecem nos jornais, o tema é o mesmo: nossa lei é uma das melhores, em vários aspectos jurídicos.

O que sempre faltou, foi apenas cumprí-la. Aumentar a gravidade, e deixar a ausência de fiscalização existir, não vai ajudar em nada (exceto a Globo à exibir mais matérias de fazer o povo encher o peito e sentir orgulho).






Exames de matemática estão mais fáceis?

Um post muito interessante no Slashdot: um estudo, noticiado pela BBC e feito no Reino Unido, diz que o nível de dificuldade dos exames de matemática no colegial declinou.

O estudo pesquisou exames desde 1951 até os dias atuais. Depois de permanecerem com a dificuldade intacta durante os anos 70 e 80, esta começou a cair nos anos 90.

No final do estudo é mostrada uma comparação.

O fenômeno nunca foi estudado no Brasil, afinal, aqui estudos só são feitos pelo governo quanto este os interessa. E, ainda mais se tratando de educação.

Mas alguém tem dúvida de que depois de instituída a "aprovação continuada" (o termo original é "progressão continuada") aqui no Estado de SP, isso também não aconteceu aqui?





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